Search Cloud
Categoria: Open Source
RAID em Fedora 9
Há problemas com a instalação de RAID por software no Fedora 9, e parece que está a demorar a resolver.
O Fedora 8 e anteriores usavam o rc.sysinit para correr o "mdadm -A -s" e iniciar os arrays do mdadm.conf.
A versão 9 do Fedora removeu esse código e usa as regras udev para correr o "mdadm --incremental".
O problema está reportado muito explicitamente aqui e aqui e não tão explicitamente aqui, mas tarda em ser resolvido.
Assim, para ter um sistema utilizável, tive de fazer o seguinte:
1 - remover o ficheiro /etc/udev/rules.d/70-mdadm.rules
2 - adicionar ao rc.sysinit, na linha 321, o código que foi removido e que era:
Code:
#RAID SETUP | |
update_boot_stage RCraid | |
if [ -f /etc/mdadm.conf ]; then | |
/sbin/mdadm -A -s --auto=yes | |
fi |
Basta isto para o sistema ficar funcional.
Como criar Live USB Flash drives em Windows
O Live USB Creator é uma ferramenta que permite criar live flash drives USB (vulgo pen drives) com um sistema operativo de confiança (vulgo Fedora) on the fly.

A grande vantagem de ter um live usb flash stick é a de podermos atribuir espaço para guardar alterações (persistent overlay creation, suportado apenas no Fedora 9), tornando este objecto muito útil para transportarmos connosco para qualquer lado onde não haja o nosso sistema operativo de eleição, permitindo ter todas as nossas coisas, favoritos, documentos, etc.
É muito útil também, para salvar o computador daquele amigo que insiste em usar aquele SO vulnerável a virus e afins, bastando para tal, instalar um anti-virus e fazer a sua actualização regular.
Esta ferramenta é para quem usa MS Windows, os utilizadores de linux podem ver no Fedora LiveCD USB HowTo como proceder para criar o seu Live USB.
Upgrade para Fedora 9
Fiz ontem o upgrade para Fedora 9 ao meu Thinkpad e ao novo desktop que está em fase de testes com RAID.
Como o portátil não tem DVD, optei por fazer o upgrade online, bastando para tal fazer o download do release-notes-9.0.0-1.noarch.rpm e do fedora-release-9-2.noarch.rpm.
Depois de instalar, basta fazer o yum upgrade.
Ficou tudo funcional, excepto o HDAPS que não há forma de instalar. Já na versão 8, cada vez que havia uma nova release do kernel, eu tinha de compilar manualmente o Tp smapi com suporte ao HDAPS, mas desta vez...
Sem HDAPS não há rotação automática do ecrã, mas será de certeza temporário.
Como tenho a partição /home encriptada com dm-crypt/luks, e é necessário chamar o script de arranque para a montagem da partição, tive de editar o /etc/rc.d/rc.sysinit, uma vez que o upgrade substituiu este ficheiro por um novo, guardando o anterior como /etc/rc.d/rc.sysinit.rpmsave.
A última acção para tornar o sistema utilizável, passou por alterar o fundo do ecrã, porque muito sinceramente, o fundo padrão desta release é, no mínimo, de mau gosto, uma situação nada habitual no Fedora, que tem wallpapers bem bonitos.
No desktop, a coisa foi mais complicada.
Já tinha tentado instalar o Fedora 9 Preview, mas sem exito, pois após a instalação, o RAID não funcionava de forma alguma. Colocado o bug report, disseram que já havia uma versão mais recente do mdadm, a versão do preview era a mdadm-2.6.4-3. Estupidez minha, bastava ter arrancado com o rescue disk e fazer um yum update.
Entretanto, já tinha instalado o Fedora 8 na máquina, e estava tudo perfeito.
Com o lançamento da versão final, lá queimei o dvd e fiz o upgrade, mas com maus resultados, o mdadm continua sem funcionar.
Arrancando com o rescue disk funciona perfeitamente, todos os arrays são iniciados. Arrancando normalmente, surge a mensagem "mdadm failed to RUN_ARRAY /dev/md1: invalid argument" e prontos, nem com todos os updates feitos isto funciona.
Continuo a aguardar um update ou solução. Em última análise, lá terei de novo o trabalho de tentar uma instalação total a ver se o mdadm rola como deve.
RAID por software em Fedora
A ideia era instalar o Fedora 9 Preview Release numa máquina nova, mas como o mdadm estava com problemas em funcionar após a instalação e parava no boot, optei pelo Fedora 8, deixando o 9 para testar mais tarde numa VM.
Com o disk druid do Fedora, criei uma partição /boot que coloquei em RAID 1 (partição de boot só pode ser RAID 1) nos 4 discos. Crei depois a partição do sistema e uma /home em RAID 10.
Backup de partições
Após a instalação, é conveniente guardar a informação das partições de todos os discos, para que, caso haja mais tarde algum "acidente", seja fácil a sua substituição e reconstrução de arrays.
Assim, criei uma pasta raidinfo em /root e copiei a partição com:
# /sbin/sfdisk -d /dev/sda > partitions.sda
Fazendo isto para todos os drives do sistema, fiquei com backups de todas as partições, e caso tenha de substituir algum drive, só terei de carregar a tabela de partições com o comando:
Code:
# /sbin/sfdisk /dev/sda < /raidinfo/partitions.sda |
Instalação do GRUB
Quando se faz a instalação do sistema, o grub é colocado apenas em id0, no caso de serem drives scsi, ou em /dev/sda para os drives ide. Assim, se algum desses drives falha, ficamos impedidos de arrancar com o sistema, parando o mesmo no grub.
A solução é executar o grub e fazer a sua instalação em todos os drives que fazem parte do RAID e que tenham uma partição /boot, no meu caso, os 4 discos.
Na linha de comandos, escrever grub leva-me para a shell do grub:
#grub
grub>
Agora procuro a localização de todos os ficheiros de configuração do grub com
grub>find /grub/stage1
Esta acção devolve-me todos os discos do meu raid, pois a partição boot está nos 4 discos:
(hd0,0)
(hd1,0)
(hd2,0)
(hd3,0)
Agora tenho de assegurar que o grub seja instalado no MBR de todos os drives raid, para que, no caso de falha do drive hd0, o MBR do drive seguinte seja lido, colocando o grub a funcionar. O sistema segue automaticamente a ordem de drives e usa o primeiro MBR e partição activa que encontra. Assim, caso o hd0 esteja desactivado, ele tenta carregar o MBR do hd1, depois do hd2, e assim sucessivamente.
Colocando em prática o atrás escrito, e sabendo que o hd0 tem o grub no MBR, executo:
Grub>device (hd0) /dev/sdb
Grub>root (hd0,0)
Grub>setup (hd0)
depois
Grub>device (hd0) /dev/sdc
Grub>root (hd0,0)
Grub>setup (hd0)
e finalmente
Grub>device (hd0) /dev/sdd
Grub>root (hd0,0)
Grub>setup (hd0)
Ter em atenção que usei sempre hd0, só alterando o /dev/sdX, uma vez que o drive 0 é o que tem o MBR, pelo que, passando esses comandos para o grub, colocam o drive seguinte como 0 no caso de falha do anterior.
Acabei de instalar com sucesso o grub no MBR de todos os mirrors do meu sistema e marquei a partição de boot como activa em todos eles, assegurando que, caso o hd0 falhe, consiga carregar o sistema a partir do hd1 (ou do hd2 ou hd3, caso o hd1 também falhe!) sem qualquer problema.
Alguns comandos para mais tarde recordar:
Estado do RAID - # cat /proc/mdstat
Personalities : [raid10] [raid6] [raid5] [raid4] [raid1]
md0 : active raid1 sdb1[1] sda1[0] sdd1[3] sdc1[2]
104320 blocks [4/4] [UUUU]
Detalhe de um array - # /sbin/mdadm --detail /dev/md3
Adicionar um array - # /sbin/mdadm /dev/md0 -a /dev/sdb1
mdadm: re-added /dev/sdb1
Iniciar array - # /sbin/mdadm -A --run /dev/md1
mdadm: device /dev/md1 already active - cannot assemble it
Criar autoruns com CDInterface Studio
Depois de criar um index com todas as fotos, conforme descrevi aqui, e uma vez que isto seria para gravar num DVD, fiquei com o problema de fazer com que ele abrisse de imediato o index.html.
Encontrei a solução no CDInterface Studio, uma ferramenta open source que permite gerar menus autorun para cd's e abrir de imediato qualquer ficheiro.
Pode-se colocar toda a informação que desejar, como titulo, descrição, favicon, etc.
Com um interface de fácil utilização, não necessita de qualquer conhecimento especial para trabalhar com ele. Mais uma solução de software livre que resolve problemas!
Contagem decrescente
A próxima release Fedora está agendada para o dia 29, o Fedora 9 "Sulphur".
É altura de começar a contagem decrescente, o que, graças ao já habitual e excepcional trabalho do Nicu Buculei, é feito com este bonito trabalho gráfico.
Ele tem um ficheiro tarball com imagens já renderizadas e com o SVG original.
Esta nova release trás novidades como suporte a encriptação do sistema de ficheiros, full virtual kernel boot, ext4 filesystem, melhoria na inicialização do X, LTSP, KDE4... enfim, argumentos interessantes pelo menos para fazer o download do LiveCD e experimentar.
Criar index HTML para imagens com Windex
O Windex é um script que permite a criação de indexes HTML de imagens de forma simples.
O nome engana um pouco, pois o programa faz um uso extensivo de todas as facilidades do Unix, sendo pouco provável que execute de forma fácil em Windows.
O Windex torna muito fácil a pesquisa de imagens. Após fazer o scan á lista de imagens que indicar a partir da linha de comando, ele prepara um documento HTML com o índice de todas as imagens, com os devidos thumbnails e link para a localização das mesmas.
./windex -a -B -W -S -u -w 150 -Y 100 /home/diogo/Imageg
ns/torneio/encerramento/*
cria algo como isto:

Conforme afirma Marcel Gagné "Os utilizadores de Linux fazem-no de um sem número de formas diferentes, e, ao contrário dos utilizadores de Windows, não temos de pagar por isso." ![]()
Vamos ensinar com software livre?
Conversa entre um pai de ideias “abertas e fixas” (eu) e a sua filha, adolescente, preocupada com… ainda não percebi bem o quê:
Filha: Esta semana começamos a aprender a usar o Word em TIC, mas eu levo o texto já feito aqui de casa e depois meto a pen no pc e fico só a ver os outros, pois já tenho tudo pronto.
Eu: Word? E porquê Word?
Filha: Mau, lá vens tu com as tuas ideias! Sim, Word, que queres? É preciso aprender a usar um processador de texto! (algo que ela já domina há algum tempo, mas com OpenOffice).
Eu: Word não é sinónimo de processador de texto! Porque razão não ensina ele essa matéria com OpenOffice, por exemplo?
Filha: Porque ele diz que o Word é o processador de texto mais usado.
Eu: Eu vou lá falar com ele e tentar percebe…
Filha: Não vais nada, não comeces com as tuas coisas…
Bem… na realidade apetecia-me mesmo muito questionar o professor acerca da razão de não usar um software acessível a todos, mas a juventude iria ficar envergonhada, chateada e mais umas coisas acabadas em “ada” e decidi não o fazer. O que um pai faz pelos filhos.
A nossa conversa prosseguiu, tentando eu que ela percebesse que não é uma questão de mania ou de moda, mas sim de liberdade de escolha, uma vez que, pode haver alunos que não tenham acesso a Word, mas desde que tenham um computador, terão de certeza acesso a OpenOffice, pois não têm de pagar nada por ele.
Tentei também que ela percebesse que, se o Word é usado maioritariamente, é graças a esta politica de ensino que ajuda a perpetuar a situação, pois além de haver “recrutamento” de alunos para “espalhar a palavra", qual religião fanática a apregoar a salvação, também os professores contribuem para esta situação, ensinando com recurso a software proprietário quando não há nada válido que o justifique.
Que os alunos sejam “recrutados", enfim, percebe-se, mentes jovens de um lado, empresas com marketing agressivo e propostas julgadas aliciantes do outro… nos negócios vale tudo. Mas na formação de jovens em escolas públicas, não vale tudo. E reconheço que este professor até é um individuo esforçado, preocupado, com um monte de iniciativas, mas está a agir mal nesta questão. Está a ajudar a que uma ferramenta de uma empresa que cobra (bom) dinheiro por ela, seja o processador de texto mais usado.
Não há qualquer mal em que o Word seja o mais utilizado, mas há muito mal quando um aluno não tem dinheiro para adquirir um pacote “educação” da MS, e fica limitado na sua possibilidade de aprendizagem!
Só a titulo de curiosidade, esta escola obrigou todos os alunos a adquirirem neste novo ano lectivo, um conjunto de equipamento “normalizado” para educação física. O equipamento é constituido por fato de treino, calções e t-shirt com os logotipos da escola. O argumento era, entre outros, haver alunos que se sentiam inferiorizados, pois não tinham possibilidades de usar equipamentos de marca. Para haver igualdade, foi decidido o uso de equipamento igual para todos, feio como os diabos, diga-se de passagem.
É de louvar a preocupação com a minimização das diferenças numa escola com tanta disparidade, mas fica a a pergunta: não deveria esta preocupação com a igualdade ser levada a outros campos, nomeadamente o software utilizado como base de ensino?
É que, esta questão irá afectar muito mais o futuro dos alunos do que a marca X ou Y que este ou aquele usaram.
Uma nota positiva nisto tudo: a minha filha, que nunca tinha sido confrontada com tipos de ficheiro, sempre usou OpenOffice e carregava só no botão “guardar", ficou a saber que para poder ver os seus ficheiros em Word precisa de usar a extensão DOC e foi esta a primeira vez que a usou.
Uma nota negativa nisto tudo: foi preciso ir para a escola dar processamento de texto em TIC para ter de usar um formato desconhecido e fechado, DOC.
Freedom related
Frase retirada da discussão numa mailing list sobre liberty vs. freedom:
Freedom is the abstract yet very concrete 'version' of liberty.
Jamendo
Estive entretido a descobrir coisas novas no Jamendo e na hora que passei lá, "tropecei" em 3 álbuns de bastante qualidade, sendo este aqui, sem qualquer dúvida, o melhor deles todos.
Escutem um pouco disto... e visitem a página deles no MySpace ou no Jamendo.




